Como gerar DACTE online
Para gerar o DACTE online, envie o XML autorizado do CT-e (modelo 57) a um gerador de DACTE e baixe o PDF. O XML continua sendo o documento fiscal; o DACTE serve para conferir, imprimir e acompanhar a carga.
Resposta direta
O DACTE é o documento auxiliar do CT-e, o Conhecimento de Transporte Eletrônico. Para gerá-lo online, você precisa do XML autorizado do CT-e. Envie o arquivo a uma ferramenta de DACTE online, aguarde alguns segundos e baixe o PDF.
Não é preciso instalar software fiscal nem usar certificado digital. O certificado é exigido de quem emite o CT-e, não de quem só quer ver ou imprimir o documento.
Se você ainda está entendendo a diferença entre os dois documentos, comece por o que é CT-e e DACTE. Aqui o foco é o passo a passo.
Onde conseguir o XML do CT-e
O XML do CT-e nasce no sistema de quem emite o conhecimento, normalmente a transportadora. Quem contrata o frete ou recebe a carga costuma recebê-lo por e-mail ou por integração.
Um jeito rápido de confirmar que o arquivo é mesmo um CT-e: a chave de acesso tem 44 dígitos e, nas posições do modelo, aparece 57. Na NF-e aparece 55 e na NFC-e, 65. O guia sobre a chave de acesso NF-e de 44 dígitos explica cada parte da chave, e a lógica é a mesma no CT-e.
- E-mail automático da transportadora, junto com a cobrança do frete.
- TMS ou ERP da transportadora, na tela do conhecimento emitido.
- Portal do cliente da transportadora, quando ela oferece.
- Contabilidade, que costuma receber os XMLs do período.
Passo a passo para gerar o DACTE
O processo é parecido com o de gerar DANFE. A diferença está no arquivo de origem: em vez do XML da nota da mercadoria, você usa o XML do conhecimento de transporte.
No Gerador de Danfe, a mesma área que recebe XML de NF-e identifica o CT-e e monta o DACTE. Você pode enviar o arquivo ou colar o conteúdo, com até 1 MB por arquivo. O resultado é um PDF pronto para conferir, imprimir ou anexar.
- Abra a página de DACTE online no navegador.
- Envie o arquivo .xml do CT-e ou cole o conteúdo.
- Aguarde a geração do PDF.
- Baixe o DACTE e confira os dados do transporte.
- Guarde o XML original junto com os documentos do frete.
O que conferir no DACTE
O DACTE mostra o que está no XML. Se algo estiver errado, o erro está no CT-e emitido, e quem corrige é o emissor. Conferir antes de pagar o frete evita retrabalho.
Os documentos originários são a ligação entre o frete e a mercadoria: em geral, as NF-e da carga transportada. Se precisar ver a nota da mercadoria, você pode gerar DANFE pelo XML ou usar a consulta NF-e pela chave de acesso com a chave que aparece no DACTE.
- Remetente, destinatário, expedidor e recebedor, quando houver.
- Tomador do serviço, que é quem paga o frete.
- Valor da prestação e componentes do frete.
- Impostos destacados no conhecimento.
- Documentos originários: as notas da mercadoria transportada.
- Protocolo de autorização do CT-e.
Erros comuns ao gerar DACTE
Quase todo problema vem do arquivo enviado. Veja os casos mais frequentes.
Mandar o XML da NF-e achando que é o CT-e é o erro mais comum. Funciona, mas o resultado é um DANFE, não um DACTE, porque o sistema gera o documento auxiliar correspondente ao XML recebido. Outro caso é o XML cortado na cópia: o conteúdo colado termina no meio de uma tag e não pode ser lido. Envie o arquivo pelo upload em vez de colar.
Também aparece o DACTE em PDF renomeado para .xml, ou a página do portal salva como HTML. Nenhum dos dois contém o XML do CT-e. Peça o arquivo original ao emissor.
- Arquivo de NF-e no lugar do CT-e: o resultado será um DANFE.
- XML incompleto: envie o arquivo em vez de colar o texto.
- PDF ou HTML renomeado: peça o XML original.
- CT-e sem protocolo: peça o arquivo autorizado.
Consulta de CT-e pela chave
Diferente da NF-e, o CT-e entra no Gerador de Danfe pelo XML. A consulta por chave de acesso no nosso site é para NF-e (44 dígitos) e NFS-e (50 dígitos). Se você só tem a chave do CT-e, peça o XML à transportadora. A página de CT-e online resume as opções de quem trabalha com conhecimento de transporte.
Uso em volume: transportadoras e embarcadores
Quem gera DACTE todo dia não precisa fazer upload um a um para sempre. A conta logada guarda o histórico com download de PDF e XML. Para volume, existem créditos e planos em planos e créditos.
Transportadoras com TMS ou ERP próprio podem integrar pela documentação da API: o sistema envia o XML e recebe o PDF de volta. O guia DANFE e DACTE para transportadoras mostra como organizar essa rotina.
Perguntas frequentes
O DACTE tem validade fiscal? Ele é a representação gráfica do CT-e. O documento fiscal válido é o XML autorizado. O DACTE serve para conferência, impressão e acompanhamento da carga.
Preciso de certificado digital para gerar DACTE? Não. Basta ter o XML autorizado. O certificado é usado na emissão, não na visualização.
O Gerador de Danfe emite CT-e? Não. A ferramenta não emite, não cancela e não autoriza documentos fiscais. Ela só transforma o XML existente em PDF.
Posso gerar DACTE pelo celular? Sim. O envio do arquivo e o download do PDF funcionam no navegador do celular.
Qual a diferença entre DACTE e DANFE? O DANFE representa a NF-e, a nota da mercadoria. O DACTE representa o CT-e, o documento do serviço de transporte. Para o DANFE, veja como gerar DANFE pelo XML.
Por quanto tempo guardar o XML do CT-e? Como os demais documentos fiscais, em geral pelo prazo decadencial, em regra 5 anos. Confirme com o seu contador.
Na prática: com o XML autorizado em mãos, gere o DANFE ou DACTE em PDF quando precisar de uma versão legível para imprimir ou enviar.
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