O que é CT-e e DACTE?
CT-e é o Conhecimento de Transporte Eletrônico, o documento fiscal em XML que registra uma prestação de serviço de transporte. DACTE é o Documento Auxiliar do CT-e, a representação em PDF usada para conferir, imprimir e acompanhar a carga.
Resposta direta
CT-e significa Conhecimento de Transporte Eletrônico. É o documento fiscal digital que registra um serviço de transporte de carga. Ele existe como arquivo XML, assinado digitalmente pelo emissor e autorizado pela administração tributária.
DACTE significa Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico. É a representação gráfica do CT-e, normalmente em PDF. Serve para ler, conferir e imprimir os dados do transporte.
A relação é a mesma que existe entre NF-e e DANFE. A nota da mercadoria é a NF-e; o documento do frete é o CT-e. Se quiser comparar, veja a diferença entre NF-e e DANFE.
O que é o CT-e na prática
O CT-e é emitido por quem presta o serviço de transporte, em geral a transportadora. Ele registra quem enviou, quem recebe, quem paga o frete, o valor da prestação e quais mercadorias foram levadas.
Por ser um documento eletrônico, o CT-e não existe em papel. O que vale é o XML autorizado. É esse arquivo que a contabilidade escritura, que o tomador do serviço usa para registrar o custo do frete e que deve ser guardado.
A chave de acesso do CT-e tem 44 dígitos, como a da NF-e. A diferença está no campo do modelo: 57 para CT-e, 55 para NF-e e 65 para NFC-e. A estrutura completa da chave está explicada no guia da chave de acesso NF-e de 44 dígitos.
- Modelo 57: CT-e, conhecimento de transporte.
- Modelo 55: NF-e, nota fiscal da mercadoria.
- Modelo 65: NFC-e, nota ao consumidor no varejo.
O que é o DACTE na prática
O DACTE é o papel (ou PDF) que acompanha a operação. Ele resume o CT-e num layout legível, com a chave de acesso e o código de barras para consulta.
Ele é útil porque ninguém lê XML no dia a dia. O motorista, o conferente no recebimento, o financeiro que paga o frete e o cliente que acompanha a entrega precisam de algo visual. O DACTE resolve isso.
Mas o DACTE não substitui o XML. Ele é uma representação do documento, não o documento em si. Guardar só o PDF é um erro comum, e o mesmo vale para a nota: o guia XML NF-e ou DANFE: qual guardar explica o motivo, e a lógica se aplica ao CT-e.
Diferença entre CT-e e DACTE
Resumindo em poucas linhas, para quem tem o documento na mão agora.
- Formato: o CT-e é um arquivo XML; o DACTE é um PDF ou impressão.
- Validade: o CT-e é o documento fiscal válido; o DACTE é auxiliar.
- Uso: o CT-e vai para a escrituração e o arquivo; o DACTE vai para a conferência e a operação.
- Quem gera: o CT-e é emitido pela transportadora; o DACTE pode ser gerado por qualquer pessoa que tenha o XML.
- Guarda: o XML do CT-e deve ser guardado; o PDF é opcional.
O que aparece no CT-e e no DACTE
O conteúdo dos dois é o mesmo, porque o DACTE é desenhado a partir do XML. Os blocos principais ajudam a entender quem é quem no frete.
Os documentos originários merecem atenção. São eles que ligam o frete à mercadoria. Com a chave de uma NF-e listada no DACTE, você pode fazer a consulta NF-e pela chave de acesso e ver a nota da carga.
- Remetente: quem envia a mercadoria.
- Destinatário: quem recebe a mercadoria.
- Expedidor e recebedor: quando a coleta ou a entrega é feita por terceiros.
- Tomador: quem paga o serviço de transporte.
- Valores: valor da prestação, componentes do frete e impostos.
- Documentos originários: normalmente as NF-e da carga transportada.
- Protocolo de autorização: a prova de que o CT-e foi autorizado.
Quem usa CT-e e DACTE
Transportadoras emitem o CT-e e entregam o DACTE para acompanhar a carga. Embarcadores e indústrias recebem o CT-e para registrar o custo do frete. Escritórios de contabilidade recebem os XMLs para escrituração. Equipes de recebimento usam o DACTE para conferir a entrega.
Para a rotina de quem vive de frete, o guia DANFE e DACTE para transportadoras tem dicas práticas. Para escritórios, vale ver DANFE para contadores.
Como gerar o DACTE a partir do XML
Se você recebeu só o XML do CT-e e precisa do PDF, não precisa de software fiscal. Basta usar uma ferramenta de DACTE online: você envia o arquivo, e ela monta o DACTE para baixar e imprimir.
No Gerador de Danfe, o XML pode ser enviado como arquivo ou colado, com até 1 MB por arquivo. O passo a passo completo, com erros comuns, está em como gerar DACTE online. A página de CT-e online reúne as opções para quem trabalha com conhecimento de transporte.
Vale deixar claro o que a ferramenta não faz: ela não emite CT-e, não cancela e não autoriza documentos. Para emitir, a transportadora precisa de um sistema emissor e de certificado digital.
Erros comuns sobre CT-e e DACTE
Algumas confusões aparecem toda semana em quem está começando a lidar com transporte.
- Achar que o DACTE é o documento fiscal e jogar fora o XML.
- Confundir o CT-e com a NF-e da mercadoria: são documentos diferentes, com emissores diferentes.
- Tentar gerar DACTE com o XML da NF-e: o resultado será um DANFE.
- Esquecer de conferir o tomador antes de pagar o frete.
Perguntas frequentes
O DACTE precisa acompanhar a carga? Em geral, sim: o documento auxiliar acompanha o transporte. Regras específicas podem variar por modal e situação, então confirme com o seu contador ou com a transportadora.
Posso gerar o DACTE se não fui eu que emiti o CT-e? Sim. Com o XML autorizado em mãos, qualquer pessoa pode gerar o PDF para leitura e impressão.
Preciso de certificado digital para ver um CT-e? Não para visualizar ou gerar o DACTE a partir do XML. O certificado é usado por quem emite.
CT-e e NF-e são a mesma coisa? Não. A NF-e registra a venda ou circulação da mercadoria. O CT-e registra o serviço de transporte dessa mercadoria.
Por quanto tempo devo guardar o XML do CT-e? Em geral, pelo prazo decadencial, em regra 5 anos, como os demais documentos fiscais. Confirme com a sua contabilidade.
Na prática: com o XML autorizado em mãos, gere o DANFE ou DACTE em PDF quando precisar de uma versão legível para imprimir ou enviar.
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