O que aparece no DACTE gerado
O PDF segue o layout oficial do DACTE, com o código de barras da chave de acesso exigido pela norma. Todos os blocos vêm do XML, então o que está no arquivo está no papel:
- Chave de acesso do CT-e, com código de barras e protocolo de autorização.
- Emitente, remetente, destinatário, expedidor, recebedor e tomador do serviço, quando informados.
- Origem e destino da prestação, modal e tipo de serviço.
- Componentes do valor do frete e informações de ICMS conforme o grupo informado no XML.
- Documentos originários, como as chaves das NF-e transportadas, sem cortar a lista.
- Observações e informações complementares do emitente.
Por que o layout oficial importa
Alguns geradores montam um resumo do CT-e em blocos simples e chamam isso de DACTE. O problema aparece na hora da conferência: falta o código de barras, a lista de notas transportadas vem cortada em poucos itens ou campos de imposto aparecem com rótulos genéricos. Para quem precisa apresentar o documento em fiscalização ou em recebimento, cada omissão é uma pergunta a mais.
Aqui o DACTE segue o layout oficial e imprime todos os documentos originários do XML. Se a carga tem dezenas de notas, todas aparecem.
De onde vem o XML do CT-e
Quem emite o CT-e é a transportadora, pelo emissor dela, e o XML autorizado fica guardado nesse sistema. O tomador do serviço, normalmente quem paga o frete, costuma receber o arquivo por e-mail junto com a fatura. Embarcador e destinatário que precisam do documento devem pedir o XML à transportadora, informando a chave de acesso ou o número do conhecimento.
Ao receber, confira se o arquivo é mesmo um CT-e e não um DANFE em PDF ou uma NF-e. Se a dúvida for sobre a estrutura do XML, o guia como abrir arquivo XML da NF-e vale também para o CT-e: abra no navegador, sem editar, e procure a chave no início do arquivo.
Erros comuns ao gerar DACTE
Enviar o XML de uma NF-e achando que é do CT-e é o primeiro: o sistema gera um DANFE, porque é isso que o arquivo contém. Confira o nome do arquivo e, se precisar, abra no navegador; o XML de CT-e tem a tag cteProc ou CTe na raiz, e o modelo 57 na identificação.
O segundo é colar o XML pela metade. CT-e com muitos documentos originários gera arquivos longos, e a colagem pode cortar o final. Nesse caso, use o upload. O terceiro é tentar gerar o DACTE pela chave de acesso: a consulta por chave atende NF-e, e o caminho do CT-e é o XML.
DACTE no dia a dia da transportadora
O DACTE costuma andar junto com os DANFEs das notas transportadas. Quem monta a documentação de uma viagem gera os dois no mesmo lugar: o XML de cada NF-e vira DANFE e o XML do CT-e vira DACTE. Para a rotina completa, veja DANFE e DACTE para transportadoras e o guia como gerar DACTE online.
Quando o CT-e sai de um TMS ou ERP, gerar o PDF manualmente vira gargalo. A API DANFE recebe o XML do CT-e e devolve o DACTE em PDF, do mesmo jeito que faz com a NF-e. Com conta no site, o histórico guarda cada documento com PDF e XML para reimpressão.