Como ler a chave de acesso do CT-e
A chave do CT-e tem os mesmos 44 dígitos e a mesma estrutura da chave da NF-e. A diferença está no campo de modelo, que vale 57. Saber disso ajuda a separar documentos quando chegam vários números misturados num e-mail:
- Dígitos 1 e 2: código da UF do emitente.
- Dígitos 3 a 6: ano e mês de emissão.
- Dígitos 7 a 20: CNPJ do emitente.
- Dígitos 21 e 22: modelo do documento, 57 no CT-e e 55 na NF-e.
- Depois: série, número, forma de emissão, código numérico e dígito verificador.
CT-e, NF-e e MDF-e: quem faz o quê
A NF-e documenta a mercadoria: quem vendeu, quem comprou, o que foi vendido e os impostos da operação. O CT-e documenta o serviço de transporte dessa mercadoria: quem transporta, de onde para onde, quem paga o frete e o valor da prestação. Uma carga pode ter várias NF-e e um CT-e, ou vários CT-e conforme a operação.
Existe ainda o MDF-e, o manifesto que agrupa documentos de uma viagem, que não é processado por aqui. Para a explicação completa de CT-e e DACTE, leia o que é CT-e e DACTE; para a diferença entre nota e documento auxiliar, diferença entre NF-e e DANFE.
O que dá para fazer com o CT-e aqui
O processamento do CT-e no Gerador de Danfe é pelo XML. Você envia o arquivo e recebe o DACTE em PDF, com todos os participantes, componentes do frete e documentos originários. Com conta, cada DACTE gerado fica no histórico com PDF e XML.
A consulta por chave do site atende NF-e. Chave de CT-e, com modelo 57, não é aceita nessa consulta. Também não emitimos nem cancelamos CT-e: isso é feito no emissor da transportadora, com certificado digital.
Na prática, o fluxo de quem confere frete fica assim: receber o XML do CT-e, gerar o DACTE, olhar os documentos originários e gerar o DANFE de cada nota que precisar de conferência. Tudo no mesmo formulário, um arquivo por vez, ou pela API quando o volume justifica. Se você só tem o DACTE impresso, a chave do conhecimento está abaixo do código de barras, mas o PDF só sai a partir do XML.
Erros comuns com CT-e
Tratar o DACTE como se fosse o CT-e é o erro mais caro: o PDF não substitui o XML para arquivo fiscal nem para escrituração. Guarde o XML autorizado, em regra pelo prazo decadencial de 5 anos, e gere o PDF quando precisar.
Outro erro é conferir o frete sem conferir as notas. Os documentos originários listados no CT-e precisam bater com as NF-e da carga; se uma chave não bate, vale gerar o DANFE dela pela consulta pela chave de acesso e verificar emitente e destinatário.
Por fim, quem processa CT-e em volume costuma perder tempo gerando PDF um a um. A documentação da API mostra como enviar o XML e receber o DACTE dentro do seu sistema. A rotina completa do setor está em DANFE e DACTE para transportadoras.