O que tem dentro do XML da NF-e
O XML organiza a nota em grupos com nomes fixos. Conhecer os principais ajuda a conferir rapidamente se o arquivo é o certo, mesmo sem programa nenhum:
- infNFe: o corpo da nota. O atributo Id traz a chave de acesso precedida de NFe.
- ide: identificação, com modelo (55 para NF-e, 65 para NFC-e), série, número e data de emissão.
- emit e dest: emitente e destinatário, com CNPJ ou CPF e endereço.
- det: um bloco por item, com produto, NCM, CFOP, quantidades e impostos.
- total e transp: totais da nota e dados de transporte.
- protNFe: o protocolo de autorização da SEFAZ, presente no arquivo nfeProc.
Como saber se o XML é válido
Um XML de nota autorizada tem a assinatura digital do emitente e, no arquivo completo, o protocolo de autorização. Se alguém editar o conteúdo, mesmo um caractere, a assinatura deixa de conferir. Por isso a regra é nunca abrir e salvar por cima: para ler, use o navegador ou um editor simples, como mostra como abrir arquivo XML da NF-e.
Para confirmar que a nota continua autorizada, consulte a chave no Portal Nacional da NF-e. A chave em si pode ser conferida campo a campo no validador de chave NF-e, que também verifica o dígito verificador.
Erros típicos de quem manipula XML no dia a dia: renomear um PDF para .xml achando que converte o arquivo, abrir no Word e salvar, ou copiar o conteúdo de um visualizador que mostra o XML formatado com símbolos extras. Em todos esses casos o arquivo deixa de ser a nota. Se você precisa de uma cópia, duplique o arquivo original em vez de copiar o texto dele.
Também vale desconfiar de XML recebido de fonte desconhecida. A chave impressa no DANFE, o CNPJ do emitente e o valor total precisam bater com o que está no arquivo; se não batem, peça o XML de novo a quem emitiu.
XML de NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e não são iguais
Todos são XML, mas cada um segue um leiaute diferente. NF-e (modelo 55) e NFC-e (modelo 65) compartilham a estrutura de nota de mercadoria e viram DANFE e DANFCE. O CT-e (modelo 57) é o conhecimento de transporte e vira DACTE, explicado em o que é CT-e e DACTE.
A NFS-e, de serviço, segue padrões municipais ou o padrão nacional e não usa DANFE. Se você enviar um XML de NFS-e aqui, o gerador avisa que não é uma NF-e em vez de produzir um PDF errado.
Guardar o XML: o essencial
O XML deve ser guardado em regra pelo prazo decadencial de 5 anos, tanto por quem emite quanto por quem recebe. Na prática, a boa organização é por CNPJ e mês, com o arquivo original intocado. O debate completo está em XML NF-e ou DANFE: qual guardar.
Com conta no Gerador de Danfe, cada documento processado fica no histórico com download do PDF e do XML. Isso não substitui o arquivamento oficial da empresa, mas resolve a segunda via do dia a dia sem procurar e-mail antigo. Para gerar o PDF agora, use gerar DANFE pelo XML.